
Após um breve resumo da história, o jogador encarna Kratos, e já mostrando pra que veio. Mal dá tempo de apertar New Game e já vem um monte de soldados te atacarem, obviamente seguidos por um chefão, mais soldados e mais um chefão (acho que já deu para entender…) só para o jogador se acostumar com a atmosfera épica da obra. Ao jogar God of War é impossível não lembrar dos clássicos jogos de ação beat’em-up, em que o jogador ia andando e batendo ao mesmo tempo em todos os 500 personagens que apareciam na tela de todos os cantos.
O sistema é o mesmo do original, dois botões de golpes, um para segurar o inimigo, um para pular e o L e o R para se esquivar. A movimentação é feita com o não-tão-agradável analógico do PSP (nada que não seja possível se acostumar). Quem nunca jogou nenhum GoW, não precisa se preocupar, porque enquanto você joga algumas telas explicam como funcionam os comandos.
Quanto aos gráficos, só há uma palavra para descrever: incríveis! Com certeza é dos jogos mais bonitos já feitos para o portátil da Sony, com a qualidade comparável à versão de PS2. E ainda no quesito visual: prepare-se para ver muito sangue. Aliás, prepare-se para ver MUITO, mas MUITO sangue MESMO!
O único problema é que até agora não encontrei uma inovação no sistema do jogo: bate, bate, bate, minigame de apertar o mesmo botão até perder o dedo (nem mesmo GoW 1 fez meu dedo ficar desse jeito), bate mais um pouco, minigame de seqüência de botões, bate. Tudo bem, o Kratos tem algumas habilidades novas, mas todas se resumem à mesma coisa: bater com mais força.
Não vou dizer que esse jogo é indispensável para quem tem PSP, mas se você gostou dos jogos para PS2, esse é pra você! É simplesmente mais do mesmo. Eu entendo que em time que está ganhando não se mexe, mas o que custava dar uma variada?
